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Companhia

Peças em circulação

A Companhia Tem Gente Teatrando, iniciou seus trabalhos em 1989, sob a coordenação da atriz e diretora Zica Stockmans. Nestes quase 30 anos a Tem Gente Teatrando circulou com espetáculos teatrais por todo o país, tendo participado de importantes Festivais de Artes Cênicas, como o Festival do Mercosul (2001, Argentina), Rio Grande no Palco (2003), Palco Giratório (2006), Porto Verão Alegre (2006 e 2007), Porto Alegre em Cena (2007 e 2017), Caxias em Cena (2011, 2016 e 2018),  Teatro a Mil (2012) entre outros.

Lendas de Enganar a Morte

Com direção e dramaturgia de Zica Stockmans, a montagem utiliza diferentes linguagens para falar sobre um tema ainda tabu e ao mesmo tempo comum a todos os indivíduos. A já conhecida figura da morte, a partir da sutileza do texto e dos climas criados, adquire diferentes ares e formas neste espetáculo que foi contemplado com o Prêmio Anual de Incentivo à Montagem Teatral de Caxias do Sul. Sandro Martins e Sara Fontana dão vida aos personagens que interagem e percorrem diversos cenários durante os 50 minutos de peça.

Lendas de Enganar a Morte traz reflexões acerca da finitude, das pequenas mortes e recomeços, com um tom folclórico e, ao mesmo tempo, universal. Se o espectador quiser se ater apenas ao seu aspecto lúdico, está bem, pois poderá encantar-se com a delicadeza da interpretação, estética e recursos utilizados para contar a história e as fábulas contidas nela. Mas, se quiser ir além, encontrará a história de gente que, cansada de protagonizar o mito de Sísifo, decide dar sentido à tarefa de viver, pondo¬-se a andar em direção ao novo, mesmo que isto implique em romper e abandonar o familiar casulo do ontem.

A noite é o “lugar” onde os dois andantes se encontram e se reconhecem como pares. Comungam pensares sobre a estrada, o medo e a coragem, o profundo e o simples, o fim e o começo... Mas, principalmente, se identificam no frescor das descobertas de cada instante, enquanto contam causos de morte e vida para esperar o nascer do dia. Com tudo, “Lendas” não desiste de ser popular, acessível, poético, versátil e itinerante, porque leva em sua carroça contemporânea todo o aparato técnico de que necessita a sua execução.

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